13 de abr de 2012

Cúpula das Américas sem Cuba?


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Há certas coisas que não consigo entender desse meu terceiro mundinho. 
 
Sobre essa “Cúpula das Américas”, onde EUA e Canadá defendem que Cuba não deve participar porque não cumpriu os requisitos democráticos fixados em 2001, para mim trata-se de um disparate, uma brincadeira de moleque; e moleque mal educado.

Desculpem-me o desabafo, mas reflitam comigo:  

Se o objetivo da Cúpula das Américas é procurar unir os países para propiciar  esteitamentos comerciais, como será possível  que Cuba, algum dia, venha para o “lado bom da força”  se a excluímos das conversas?

Se é conversando que a gente se entende, como deixar um interlocutor de fora? Por que será que os EUA e o Canadá não querem “conversar” com Cuba na presença dos demais países das Américas? 

Vendo dessa forma, não é Cuba que está errada, mas as ex-colônias britânicas.

Recentemente, o Irã deu um bom puxão  de orelha nos EUA e na Europa (segundo o meu ponto de vista), determinando, com firmeza, a suspensão da venda de petróleo para vários países europeus ao mesmo tempo em que disse que o Ocidente deve abandonar a “linguagem da força”. E deve mesmo!

Não incito a guerra, mas não se evita guerra humilhando outra pessoa e, menos ainda, uma nação inteira; como EUA e Europa fazem com o Irã.

Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos,  ou o Primeiro-Ministro do Canadá, eu faria  questão que Cuba, ou qualquer outro país, estivesse presente em todas as oportunidades de diálogo,  e, na primeira oportunidade - na  frente dos demais países -, de forma clara e objetiva, eu perguntaria à Cuba:

“- Por que vocês não cumpriram os requisitos democráticos de 2001?”.

Por sua vez, com o Irã, eu tascava:

“ – Será que poderíamos conhecer os seus projetos nucleares para fins pacíficos?”.  É claro que, para isso, eu teria que estar disposto a deixar o Irã conhecer os meus projetos.

Assim, com tudo sendo tratado de forma mais transparente e madura, talvez conseguiriamos civilizar um pouco as relações entre os países e permitiríamos que o mundo fizesse um julgamento mais tranquilo e seguro das coisas.

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